quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

AFRICANIDADES II - SÉTIMO ANO


Atualmente compreendemos que as comunidades quilombolas eram repletas de negos que resistiam os maus tratos da escravidão, eram negros rebeldes que se refugiavam em Quilombos por todo o Brasil. No século XVII muitos negros descendentes de africanos, negros nascidos na África e até mesmo miscigenados com brancos, indígenas e outros passaram a compor grupos de refugiados, os quilombolas. Foi com a derrota de Palmares que os capitães do mato  passaram a atuar em uma busca desenfreada pela captura de negros escravos fugitivos. A monocultura açucareira no nordeste necessitava de um volume muito grande de escravos, para a manutenção da ordem foram introduzidos vários materiais de ferro com corrente e cadeados com o intuito de privar o escravo da fuga, do vício da cachaça, da ociosidade ou desrrespeitar seus feitores. O pelourinho foi um outro elemento de controle e poder sobre as ações dos escravos. Não haviam possibilidades de obtenção de cartas de alforria, os senhores temiam que os negros se alfabetizassem e com isso produziriam suas cartas de alforria. Nos dois primeiros séculos da escravidão no Brasil ocorreu um controle muito grande dos senhores sobre seus escravos, no entanto nos dois séculos subsequente, ocorreram levantes em massa de escravos, uma resistência sem antes jamais termos conhecido. Os quilombos se intensificavam por todo o Brasil. Por todo o País nos dois últimos séculos de escravidão as sociedades urbanas passaram a adquirirem em massa um número bastante grande de escravos. Mudam os hábitos, mudam as funções. Na segunda metade do XVII, o tráfico escravista passou a crescer e com ele o número de alforrias. Após a derrota de Palmares as revoltas escravas e os Quilombos foram reduzidos, não havia a menor possibilidade de negociação entre senhores e quilombolas. De 1530 a 1570 a Coroa Portuguesa passou a introduzir o engenho colônia para a agro-lavoura açucareira. No entanto, de 1580 a 1620,acelerou-se a produção açucareira, urgindo de um número maior de escravos. O tráfico negreiro no Atlântico aumentou, pois a demanda de açúcar para a Europa aumentava dia a dia. A mão-de-obra nos engenhos de
açúcar Brasileiro a priori foi indígena oriundos de aldeamentos onde os  jesuítas lhes pagavam com alimentos, roupas e até mesmo com moedas, mas a grande massa indígenas ainda era escrava. No século XVI os escravos africanos foram introduzidos no Brasil. Com a fragilidade orgânica do indígena, pagar três vezes mais pelo escravo negro ainda seria lucrativo. Os jesuítas exigiram da Coroa Portuguesa o fim da escravidão do silvícola. Com a conquista de regiões africanas por parte de Portugal, a escravidão negra intensifica-se no Brasil. Foi com a expulsão dos holandeses que os luso-brasileiras passaram a combate ferozmente aos negros palmarinos. A concorrência açucareira nas Antilhas foi catastrófico aos engenhos coloniais brasileiros. Os ingleses e franceses no Caribe também contribuíram para este feito. Portugal passou a tributar o açúcar brasileiro, numa época de crise, ocorreram grandes problemas. Com o declino da lavoura açucareira, a leva de escravos deslocou-se para a minas, intensificando o número de escravos oriundos da África. No século XVIII o tráfico negreiro aumento de modo inimaginável. Nas atividades mineradoras ocorriam resistências ao domínio dos senhores. Como a mineração exigia especialização, alguns escravos passaram a acumular algum capital, e com isso as alforrias aumentaram na região das minas. O número de quilombos na região das Minas Gerais também intensificou-se.   Com a redução do ouro nas minas, como desejo do Império na abolição e inserção do trabalho assalariado no Brasil, ocorreram levantes e revoltas em todo o Brasil. Os abolucionistas passaram a agir de diversas maneiras, ora comprando alforrias, ora lutando contra a escravidão em praças e sarais. Foi no século XIX que os Norte Americanos passaram a se manifestarem contra o tráfico negreiro. Os Estados Unidos lutou pelo fim da escravidão nos Estados do Sul. Assim, suas lutas eram feitas com mais argumentos. Gradativamente os negros passaram a ser livres no Brasil, passou-se até a criar uma democracia racial. O processo histórico foi muito conturbado, ainda temos muito para descobrir e muito mais ainda para compreender. Existe apenas uma raça, a raça humana, somos todos iguais, as diferenças de pele, cor dos olhos, cabelos, é o que nos dá uma riqueza inestimável. 

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