quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

062 – A SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVIII – A FUNDAÇÃO DE LAGES


062 – A SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVIII – A FUNDAÇÃO DE LAGES


                Em novembro do ano de 1776 Correa Pinto chega às terras indicadas denominadas Taipas. Ali erigiu de imediato uma Capela a Nossa Senhora dos Prazeres, isso porque o Morgado de Mateus era devoro fervoroso, erigiu-a em madeira, o que havia em abundância na região.  Foi obrigado a mudá-la por 03 vezes de local, isso deu-se pelo terreno não ser compacto para sua estrutura. No dia 22 do mês de maio do ano de 1771 reuniu os habitantes  onde declarou a fundação da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lages, lavrando o respectivo Termo o qual foi assinado pelas testemunhas presentes.



Marquês de Pombal - D. Luiz Botelho Mourão
                Em uma de suas Cartas ao Marquês de Pombal, D. Luiz Botelho Mourão não escondeu ter claro conhecimento de que o sertão em que ocupara de modo ilegal era parte e posse de Santo Antônio dos Anjos da Laguna. Confessou-lhe que havia apertado Corrêa Pinto para que apressasse sua fundação, prometendo por ela o a Comenda do Hábito de Cristo. Com o intuito de justificar seu ato procurou D. Luis provocou uma confusão nos limites da Vila do Rio Grande.



Marquês de Pombal - D. Luiz Botelho Mourão
                O Vice Rei do Brasil, o Conde Cunha, sabendo que o Governador de São Paulo estava extrapolando seu poder, sabia ainda que os protestos do Governador do Rio Grande estavam cobertos de razão, jogou a solução arbitrária para a Coro de Portugal.  Enquanto Cartas e Protestos iam à Portugal e retornavam ao Brasil, o Morgado prosseguia sua obra em território alheio. No ano de 1773 conseguiu de Corrêa Pinto uma informação de que a Vila de Lages fazia limites com Viamão pelo Rio Pelotas e com a Vila de Laguna pela Serra. Nesta época o Governador de Canta Catarina, o coronel Pedro Antônio da Gama Freitas de modo enérgico protestou junto ao Vice Rei, o Marquês do Lavradio , D. Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão D'Eça e Melo silva Mascarenhas, dirigindo-lhe uma reclamação onde vinha a expor que o Governo de São Paulo havia lesado o Governo de santa Catarina. O Vice rei enviou para a Metrópole uma Reclamação informando a veracidade do alegado.



Vice Rei, o Marquês do Lavradio , D. Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão D'Eça e Melo silva Mascarenhas
                Nesta época Corrêa Pinto permanecia na sua Vila dando apoio para seu desenvolvimento, estava perdido no Sertão sem a menor comunicação com o litoral. Apenas com as Vilas de Curitiba e de São Paulo uma comunicação esporádica. Sua Vila tornou-se um centro de criação de gado, mas seu crescimento foi muito lento durante o Século XVIII. De sua Vila partiram os desbravadores que viriam a descobrir e desbravar os Campos Novos e Curitibanos, estes também dirigiram-se até as coxilhas gaúchas e aos espanhóis confinados ao oeste
Vice Rei, o Marquês do Lavradio , D. Luís de Almeida Portugal Soares de Alarcão D'Eça e Melo silva Mascarenhas
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                 Corrêa Pinto não recebeu como outros bandeirantes o ambicionado Hábito de Cristo. No dia 28 de setembro do ano de 1703 Corrêa Pinto veio a falecer. Sendo sepultado no interior da pequena Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres acima do Arco, ao pé dos degraus do Presépio, onde ainda hoje repousam seus restos.



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