domingo, 11 de novembro de 2012

002 - A MISSÃO DE MARTIM AFONSO DE SOUZA



002 - A MISSÃO DE MARTIM AFONSO DE SOUZA



           
                

Martim Afonso de Souza

            
                No ano de 1530 o rei D. João III, governante de Portugal, conhecendo os objetivos da coroa de Espanha sobre as terras do Novo Continente, decidiu armar uma esquadra com o intuito de explorar e reconhecer as terras da coroa Lusitana, e delas tomar posse ao assiná-las com marcos padrões contendo as armas portuguesas, deste modo asseguraria seu poder de direito sobre estas contra os interesses de seu poderoso vizinho.


Martim Afonso de Souza


              A esquadra foi composta por um galeão, duas naus e duas caravelas. Haviam 400 homens e equipagens, alguns víveres para o alimento, galinhas para ovos, vacas para o leite, além de cereais, farinhas e barris de água e vinho.

D. João III


         Martim Afonso de Souza recebeu seu comando, homem de 30 anos, fidalgo de importante linhagem e de confiança do rei. D. João III incumbiu-lhe de combater a pirataria e dar as terras que viessem a ser demarcadas ao Capitão-Mor e governador, criar ofícios de justiça e doá-las a quem se dispusesse a povoar as terras.

D. João III
            Deixou Lisboa no ano de 1530, a expedição chegou ao Cabo de Santo Agostinho em janeiro, de 1531, seguiu rumo ao sul onde atingiu a Baia de Todos os Santos, a Baia do Rio de Janeiro e a Baia da Cananéia, de onde tomou rumo ao Rio da Prata, sempre lançando marcos padrões lusitanos em pedra na forma de dormentes, reconhecendo a posse das terras.
D. João III

Após diversas viagens e reconhecimentos, no mês de janeiro do ano de 1552, Martim Afonso de Souza fez o lançamento da primeira povoa brasileira, São Vicente, no litoral paulista.

Martim Afonso de Souza


Martim Afonso de Souza enviou Pero Lopez de Souza, seu irmão à Portugal, o qual deveria prestar detalhadamente as informações do que viera a ser viera a ser feito nas Novas Terras, dos resultados obtidos. 

Martim Afonso de Souza

     Ele revelara ao rei, em segredo pelo enviado de confiança pessoal, que devido a extensão das terras, que a Coroa não teria suporte para a manutenção da conservação das povoas, para que a posse dessas vastas terras se tornasse efetiva e produtiva era necessário uma divisão.
D. João III

O rei como solução decidiu doá-las à particulares, galardoando uma boa quantia de navegadores, homens de armar, fidalgos que teriam comprometimento ou associação com comerciantes ou que tivessem uma boa soma para empreenderem-se em um comércio lucrativo ao tomar para si a responsabilidade do empreendimento.
D. João III

Utilizando o Sistema de Capitanias Hereditárias, já tentado anteriormente sem o menor êxito nas colônias portuguesas de Açores e Madeira. Na própria costa do Brasil, como foi na Ilha de Fernando de Noronha, e que agora seria implantado no continente.


D. João III
         Bois, vacas, galinhas não existiam no Brasil recém-descoberto. Foram trazidos por Martim Afonso de Sousa, em 1532, e demorou muito tempo até a sua criação se espalhar pelo país. 

D. João III


2 comentários:

  1. Boa noite amigo! Apenas agora li seu comentário, na verdade não escrevo para saber o que os outros pensam ou deixam de pensar. Apenas não sou egoísta e publico para os que necessitam. em relação a Missão..., leia novamente se assim o desejar! Onde está escrito INTUITO (significa = OBJETIVO), isso é, o Rei teve o objetivo de incumbir, dar a missão et cetera, et cetera.... OKAY?

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